segunda-feira, outubro 17, 2011

Prédios investem em academias sofisticadas para ampliar seu uso

Apresentadas como vantagem para quem vai comprar apartamento novo, nem sempre academias de condomínio funcionam de fato para o novo morador se exercitar.
Tão logo se mudou para o Volpi, em São Caetano do Sul (Grande São Paulo), o síndico Laercio Gonçalves percebeu que a área destinada à atividade física não era adequada às necessidades dos moradores. "A academia era pequena e ficava ao lado da cozinha 'gourmet'", diz.
A sala de ginástica montada pela construtora tinha apenas duas esteiras, uma bicicleta ergométrica e uma estação de musculação. A solução foi contratar uma consultoria que refizesse o projeto.
Com um gasto de cerca de R$ 145 mil, rateado entre os moradores, o Volpi agora tem uma academia com equipamentos de uso profissional.
O espaço novo tem esteiras com sensor de frequência cardíaca, uma bicicleta ergométrica, máquinas de musculação e até um boneco para levar socos e chutes.
Apesar da resistência inicial de alguns condôminos, "a academia contribuiu para valorizar o imóvel em ao menos 20%", avalia o síndico.

APOSTA
Prédios residenciais têm investido pesado na reforma das áreas esportivas , com cifras que alcançam R$ 1 milhão, diz a consultora esportiva Mila Toledo.
"Antes quem ia comprar apartamento queria vagas na garagem. Agora quer saber como é a academia."
Para atender a esse público, as construtoras começam a estabelecer parcerias com nomes fortes do setor esportivo, como o preparador físico Marcos Paulo Reis.

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