Ao contrário do que ocorre em outros setores da economia, cuja inadimplência vem subindo, no financiamento de imóveis, o não pagamento da dívida vem perdendo fôlego nos últimos anos. De acordo com o presidente da Abecip (Associação Brasileira das Entidades de Crédito Imobiliário e Poupança), Luiz França, a explicação para o fenômeno está na alienação fiduciária.
“Tem uma palavra mágica: marco regulatório. Com o marco regulatório, passamos a ter a alienação fiduciária, que foi um marco para o setor, fazendo cair a inadimplência. Se o cliente não pagar ou não tiver capacidade de renegociação com a instituição bancária, ele perderá o imóvel, que servirá para quitar o débito. Isso faz com que as pessoas tenham aquela dívida como prioridade”, explicou, em entrevista ao portal InfoMoney.
Inadimplência
Para se ter uma ideia da diferença nos índices de inadimplência, dados divulgados pela Associação mostram que, nos primeiros seis meses deste ano, a inadimplência no financiamento imobiliário ficou em 1,15%. Já no setor de consumo, a inadimplência acumulou alta de 4,25% até junho. Os dados são da CNDL (Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas).
Financiamento
Ainda conforme os dados divulgados pela Abecip, em 2010, o financiamento imobiliário movimentou R$ 56,2 bilhões, atingindo 421 mil unidades.
Para este ano, a Associação espera que o financiamento movimente R$ 85 bilhões, 51% acima do verificado no ano passado, chegando a 540 mil unidades, 28% a mais do que em 2010.
sexta-feira, agosto 05, 2011
quinta-feira, agosto 04, 2011
Crédito imobiliário é recorde e busca alternativas de financiamento
Os financimentos imobiliários concedidos a partir de recursos da poupança e do Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS) atingiram volume recorde no primeiro semestre deste ano, sendo que o índice de inadimplência caiu levemente ante o final do ano passado.
O cenário é positivo, mas o descompasso entre o crescimento dos recursos da poupança, principal funding do crédito imobiliário, e volume de concessões pode prejudicar o futuro do setor. Atenta a isso, a Associação Brasileira das Entidades de Crédito Imobiliário e Poupança (Abecip) entregará até o fim de agosto uma minuta ao Banco Central para viabilizar os "covered bonds", uma das alternativas de financiamento ao setor.
No primeiro semestre desse ano a concessão de financiamento imobiliário totalizou R$ 49,9 bilhões, crescimento de 38% ante igual período do ano passado, sendo 74,1% do volume originário da poupança e 25,9% do FGTS. Em número de unidades financiadas, o crescimento foi de 30%, para 645 mil.
No mesmo período, a captação líquida (entrada menos saída de recursos) da poupança foi negativa em R$ 173 milhões.
Segundo o presidente da Abecip, Luiz Antônio França, esse descompasso entre crescimento da poupança e avanço na concessão de financiamentos mostra a necessidade de alternativas de funding do setor à longo prazo, já que se espera um esgotamento do financiamento pela poupança já em 2013.
Os covered bonds, espécie de CDB (Certificado de Depósito Bancário) imobiliário amplamente utilizados na Europa, são uma das alternativas mais discutidas pelo setor atualmente, mas ainda não são negociados no Brasil.
"Há um envolvimento geral do setor para que os covered bonds sejam regulamentados", disse França esta manhã em evento em São Paulo. A previsão é que esses papéis movimentem 170 bilhões de euros no mercado global este ano.
Em junho, a captação líquida da poupança foi de R$ 1,191 bilhão, após dois meses de captação negativa. Ainda assim, o volume é inferior à captação do mesmo mês de 2010, que foi de R$ 3,580 bilhões.
Já o saldo bruto da poupança em junho subiu 15% na comparação anual, para R$ 309,9 bilhões, ritmo mais lento do que o crescimento entre junho de 2009 e 2010, de 20%.
A entidade prevê que, até o final de 2011, a poupança seja responsável por R$ 85 bilhões em financiamentos imobiliários no país e com perspectiva de alta, já que o segundo semestre é uma época reconhecidamente de mais negócios.
Inadimplência
O índice de inadimplência ao se analisar somente financiamentos decorrentes da poupança, que consideram alienação fiduciária, ficou levemente menor no final do primeiro semestre deste ano (1,15%) ante o registrado no fim de 2010 (1,20%).
Os números do semestre também mostraram que os brasileiros têm recorrido aos financiamentos para dar entradas cada vez menores na hora de assinar um contrato. Até o meio deste ano, a proporção do total do valor do imóvel que foi financiado ficou em 62,7%, levemente superior à proporção registrada no final de 2010, de 62%, mas bem acima daquela de 2005, quando os financiamentos pagavam, em média, em 47,8% do valor dos imovéis.
"Fica claro que os brasileiros têm confiado mais nos financiamentos, ao se perceber que as pessoas tem dado entradas com valores cada vez menores" disse França.
O cenário é positivo, mas o descompasso entre o crescimento dos recursos da poupança, principal funding do crédito imobiliário, e volume de concessões pode prejudicar o futuro do setor. Atenta a isso, a Associação Brasileira das Entidades de Crédito Imobiliário e Poupança (Abecip) entregará até o fim de agosto uma minuta ao Banco Central para viabilizar os "covered bonds", uma das alternativas de financiamento ao setor.
No primeiro semestre desse ano a concessão de financiamento imobiliário totalizou R$ 49,9 bilhões, crescimento de 38% ante igual período do ano passado, sendo 74,1% do volume originário da poupança e 25,9% do FGTS. Em número de unidades financiadas, o crescimento foi de 30%, para 645 mil.
No mesmo período, a captação líquida (entrada menos saída de recursos) da poupança foi negativa em R$ 173 milhões.
Segundo o presidente da Abecip, Luiz Antônio França, esse descompasso entre crescimento da poupança e avanço na concessão de financiamentos mostra a necessidade de alternativas de funding do setor à longo prazo, já que se espera um esgotamento do financiamento pela poupança já em 2013.
Os covered bonds, espécie de CDB (Certificado de Depósito Bancário) imobiliário amplamente utilizados na Europa, são uma das alternativas mais discutidas pelo setor atualmente, mas ainda não são negociados no Brasil.
"Há um envolvimento geral do setor para que os covered bonds sejam regulamentados", disse França esta manhã em evento em São Paulo. A previsão é que esses papéis movimentem 170 bilhões de euros no mercado global este ano.
Em junho, a captação líquida da poupança foi de R$ 1,191 bilhão, após dois meses de captação negativa. Ainda assim, o volume é inferior à captação do mesmo mês de 2010, que foi de R$ 3,580 bilhões.
Já o saldo bruto da poupança em junho subiu 15% na comparação anual, para R$ 309,9 bilhões, ritmo mais lento do que o crescimento entre junho de 2009 e 2010, de 20%.
A entidade prevê que, até o final de 2011, a poupança seja responsável por R$ 85 bilhões em financiamentos imobiliários no país e com perspectiva de alta, já que o segundo semestre é uma época reconhecidamente de mais negócios.
Inadimplência
O índice de inadimplência ao se analisar somente financiamentos decorrentes da poupança, que consideram alienação fiduciária, ficou levemente menor no final do primeiro semestre deste ano (1,15%) ante o registrado no fim de 2010 (1,20%).
Os números do semestre também mostraram que os brasileiros têm recorrido aos financiamentos para dar entradas cada vez menores na hora de assinar um contrato. Até o meio deste ano, a proporção do total do valor do imóvel que foi financiado ficou em 62,7%, levemente superior à proporção registrada no final de 2010, de 62%, mas bem acima daquela de 2005, quando os financiamentos pagavam, em média, em 47,8% do valor dos imovéis.
"Fica claro que os brasileiros têm confiado mais nos financiamentos, ao se perceber que as pessoas tem dado entradas com valores cada vez menores" disse França.
quarta-feira, agosto 03, 2011
Custo básico na construção em SP sobe 0,06% em julho
O Custo Unitário Básico (CUB) da construção civil do Estado de São Paulo se manteve estável em julho, com leve acréscimo de 0,06% em relação a junho, para R$ 951,83 por metro quadrado. O CUB é o índice oficial que reflete a variação dos custos do setor para utilização nos reajustes dos contratos de obras, calculado pelo Sindicato da Indústria da Construção Civil do Estado de São Paulo (Sinduscon-SP) e pela Fundação Getúlio Vargas (FGV). No ano, a alta acumulada do CUB é de 5,49%. Nos doze meses encerrados em julho, a elevação foi de 5,20%.
No mês passado, os custos das construtoras com materiais de construção subiram 0,07% frente a junho, enquanto os custos com mão de obra cresceram 0,06% e os salários dos engenheiros não registraram aumento. Entre os 41 insumos da construção pesquisados, 35 informaram alta de preço superior à do Índice Geral de Preços do Mercado (IGP-M) do mês, que registrou recuo de 0,12%.
Em nota, o diretor de Economia do Sinduscon-SP, Eduardo Zaidan, observa que o indicador voltou a ficar dentro de parâmetros estáveis, após as altas registradas em maio e junho, impulsionadas pelos reajustes salariais na capital paulista e no interior. Na avaliação de Zaidan, nos próximos meses o índice não deve subir acima da inflação industrial brasileira.
No mês passado, os custos das construtoras com materiais de construção subiram 0,07% frente a junho, enquanto os custos com mão de obra cresceram 0,06% e os salários dos engenheiros não registraram aumento. Entre os 41 insumos da construção pesquisados, 35 informaram alta de preço superior à do Índice Geral de Preços do Mercado (IGP-M) do mês, que registrou recuo de 0,12%.
Em nota, o diretor de Economia do Sinduscon-SP, Eduardo Zaidan, observa que o indicador voltou a ficar dentro de parâmetros estáveis, após as altas registradas em maio e junho, impulsionadas pelos reajustes salariais na capital paulista e no interior. Na avaliação de Zaidan, nos próximos meses o índice não deve subir acima da inflação industrial brasileira.
terça-feira, agosto 02, 2011
Quando é possível reclamar do vizinho barulhento
Multa e até prisão penalizam os barulhentos, inclusive para ocorrências fora dos horários da Lei do Silêncio
Gosto não se discute. Há os que apreciam um pagodão, outros gostam mesmo é de música clássica. Contudo, decibéis são discutíveis e, com o respaldo da lei, vence a discussão quem está sendo incomodado, por exemplo, pelo som estridente do alto falante daquele automóvel que, em todas as manhãs de domingo, despeja musicália pelo quarteirão, enquanto o ‘pé de borracha’ é lavado e lustrado cuidadosamente pelo dono.
Festas frequentes que varam a madrugada; música em som que se espalha para o imóvel vizinho, construção e reformas que não respeitam os horários de silêncio e outras situações causadoras de incômodos sonoros são proibidas por leis – federal e municipais. Importante: independente dos critérios determinantes do horário de silêncio, poluição sonora em qualquer hora do dia é passível das penalidades previstas em leis.
A recomendação para quem está vitimado por esse tipo de incomodo é, em primeiro lugar, procurar resolver a situação com uma conversa amigável, deixando claro para o interlocutor que o próximo passo será a denúncia. A questão é julgada nos tribunais de pequenas causas e, na grande maioria das vezes, a solução é rápida.
Leis federais
Quem incomoda vizinhos com qualquer tipo de som alto está sujeito ao que dispõe o Artigo 42 da Lei das Contravenções Penais, federal. O enunciado deste artigo elenca as seguintes transgressões: perturbar alguém, o trabalho ou o sossego alheios com: gritaria ou algazarra; exercendo profissão incômoda ou ruidosa, em desacordo com as prescrições legais; abusando de instrumentos sonoros ou sinais acústicos; provocando ou não procurando impedir barulho produzido por animal de que tem a guarda.
Para quem provoca tais incômodos, é de um ano de prisão a pena prevista na Lei das Contravenções. Teor semelhante consta no Código Ambiental Brasileiro. Pelas leis federais, para a denúncia ser acatada é necessário que o incômodo atinja mais do que uma única pessoa ou família. Pela grande maioria das leis municipais, a denúncia é acatada também quando encaminhada por um único indivíduo.
Onde reclamar: iniciar pela Delegacia de Polícia do bairro, com boletim de ocorrência; se não resolver, procurar o Ministério Público.
Gosto não se discute. Há os que apreciam um pagodão, outros gostam mesmo é de música clássica. Contudo, decibéis são discutíveis e, com o respaldo da lei, vence a discussão quem está sendo incomodado, por exemplo, pelo som estridente do alto falante daquele automóvel que, em todas as manhãs de domingo, despeja musicália pelo quarteirão, enquanto o ‘pé de borracha’ é lavado e lustrado cuidadosamente pelo dono.
Festas frequentes que varam a madrugada; música em som que se espalha para o imóvel vizinho, construção e reformas que não respeitam os horários de silêncio e outras situações causadoras de incômodos sonoros são proibidas por leis – federal e municipais. Importante: independente dos critérios determinantes do horário de silêncio, poluição sonora em qualquer hora do dia é passível das penalidades previstas em leis.
A recomendação para quem está vitimado por esse tipo de incomodo é, em primeiro lugar, procurar resolver a situação com uma conversa amigável, deixando claro para o interlocutor que o próximo passo será a denúncia. A questão é julgada nos tribunais de pequenas causas e, na grande maioria das vezes, a solução é rápida.
Leis federais
Quem incomoda vizinhos com qualquer tipo de som alto está sujeito ao que dispõe o Artigo 42 da Lei das Contravenções Penais, federal. O enunciado deste artigo elenca as seguintes transgressões: perturbar alguém, o trabalho ou o sossego alheios com: gritaria ou algazarra; exercendo profissão incômoda ou ruidosa, em desacordo com as prescrições legais; abusando de instrumentos sonoros ou sinais acústicos; provocando ou não procurando impedir barulho produzido por animal de que tem a guarda.
Para quem provoca tais incômodos, é de um ano de prisão a pena prevista na Lei das Contravenções. Teor semelhante consta no Código Ambiental Brasileiro. Pelas leis federais, para a denúncia ser acatada é necessário que o incômodo atinja mais do que uma única pessoa ou família. Pela grande maioria das leis municipais, a denúncia é acatada também quando encaminhada por um único indivíduo.
Onde reclamar: iniciar pela Delegacia de Polícia do bairro, com boletim de ocorrência; se não resolver, procurar o Ministério Público.
segunda-feira, agosto 01, 2011
Jardim bem cuidado valoriza o imóvel em até 16%
Um jardim bem cuidado pode valorizar a propriedade em até 16%. Os dados são do Relatório Global de Jardim da Husqvarna, que ouviu 5 mil proprietários e 44 corretores imobiliários de nove países. “Além de valorizar o imóvel, a manutenção do jardim virou um passatempo”, explica a gerente de produtos da Husqvarna, Graziela Lorenzoni.
Segundo o estudo, um imóvel com um jardim mal cuidado chega a perder 15% no valor final da avaliação dos corretores. “Está mais que clara a importância de cuidar do seu jardim, seja ele grande ou pequeno. Além do retorno do investimento, você ganha um espaço bonito para aproveitar com a família e com os amigos”, afirma a coordenadora de marketing para América Latina da Husqvarna, Eduarda Varela.
Valorização
De acordo com o estudo, no Brasil, 73,2% das casas possuem jardim, desse montante, 70% têm uma área verde de 200 m².
Segundo Graziela, no Brasil, a cada R$ 3,00 investidos no jardim, o retorno é de R$ 1,00 na valorização do imóvel. “Mesmo nas casas muradas a valorização é perceptível, pois um jardim bonito reflete em uma casa convidativa”, afirma Graziela.
A valorização do imóvel é chamada pelo estudo de Efeito Jardim, que pode ser conseguido com a plantação de arbustos, cercas vivas, árvores frutíferas e manutenção da grama. “O Efeito Jardim muda a visão tradicional sobre qual é o melhor investimento para sua casa. O tempo gasto cortando grama, removendo as ervas daninhas, podando as cercas-vivas e irrigando podem ser as melhores opções de investimento”, revela Eduarda.
De olho na grama
A gerente de produtos aconselha que no sul e sudeste, quando as chuvas são mais frequentes a partir de setembro, se estendendo até março, a grama deve ser cortada e aparada a cada 15 dias. “Dessa forma, o jardim manterá o aspecto de bem cuidado”, completa. (Notícia publicada pelo InfoMoney)
Segundo o estudo, um imóvel com um jardim mal cuidado chega a perder 15% no valor final da avaliação dos corretores. “Está mais que clara a importância de cuidar do seu jardim, seja ele grande ou pequeno. Além do retorno do investimento, você ganha um espaço bonito para aproveitar com a família e com os amigos”, afirma a coordenadora de marketing para América Latina da Husqvarna, Eduarda Varela.
Valorização
De acordo com o estudo, no Brasil, 73,2% das casas possuem jardim, desse montante, 70% têm uma área verde de 200 m².
Segundo Graziela, no Brasil, a cada R$ 3,00 investidos no jardim, o retorno é de R$ 1,00 na valorização do imóvel. “Mesmo nas casas muradas a valorização é perceptível, pois um jardim bonito reflete em uma casa convidativa”, afirma Graziela.
A valorização do imóvel é chamada pelo estudo de Efeito Jardim, que pode ser conseguido com a plantação de arbustos, cercas vivas, árvores frutíferas e manutenção da grama. “O Efeito Jardim muda a visão tradicional sobre qual é o melhor investimento para sua casa. O tempo gasto cortando grama, removendo as ervas daninhas, podando as cercas-vivas e irrigando podem ser as melhores opções de investimento”, revela Eduarda.
De olho na grama
A gerente de produtos aconselha que no sul e sudeste, quando as chuvas são mais frequentes a partir de setembro, se estendendo até março, a grama deve ser cortada e aparada a cada 15 dias. “Dessa forma, o jardim manterá o aspecto de bem cuidado”, completa. (Notícia publicada pelo InfoMoney)
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