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segunda-feira, março 05, 2012

Construção civil encolhe 54% com a crise política


Fonte: Maria Teresa Costa - Correio Popular

A crise política deflagrada no final de maio com as prisões de membros do primeiro escalão, acusados de corrupção pelo Ministério Público, e que culminou com a cassação dos prefeitos Hélio de Oliveira Santos (PDT) e Demétrio Vilagra (PT) foram fatais para Campinas. Um dos setores mais atingidos foi o da construção civil, que teve uma queda de 54% na área de construção aprovada em 2011 em relação ao ano anterior. A corrupção instalada na Prefeitura levou empresários a desistirem de seus projetos por conta da crise que gerou insegurança jurídica e travou a aprovação de projetos. A Prefeitura avalia que hoje já não há mais projetos parados e que a situação melhorou bastante. Mas o setor da construção civil discorda e diz que o represamento continua.

O impacto das fraudes em licitações, lavagem de dinheiro e pagamentos de propinas, denunciados pelo Ministério Público, foi sentido diretamente no guichê da Secretaria de Urbanismo, que liberou alvação de aprovação para 1,3 milhão de metros quadrados em 2010 e viu despencar, no ano passado, para 493,4 mil metros quadrados, uma queda de 63%. Nos alvarás de execução, a queda também foi importante, caindo de 2,4 milhões em 2010 para 1,24 milhão em 2011, uma redução de 49%.

' queda foi substancial, reconhece o secretário de Urbanismo, Luiz Yabiku. “A crise afastou empreendedores. Os empresários não gostam desse cenário. Passamos também a ser rigorosos na aprovação de empreendimentos e isso demandou mais tempo nas análises”, afirmou. Segundo o secretário, há uma lentidão na liberação dos alvará por conta da falta de infraestrutura, mas hoje, segundo ele, não há mais projetos parados. 'Estamos conseguindo dar vazão' , disse, sem informar, no entanto, quantos projetos estão tramitando em sua secretaria, responsável pelas emissões de alvarás de aprovação e execução de empreendimentos.

O pente-fino que passou a ser adotado nas análises de empreendimentos, freou as aprovações e praticamente não houve lançamentos imobiliários em 2011. Yabiku avalia que a situação atual está melhor, permitindo uma dedicação maior à revisão dos projetos aprovados com suspeita de irregularidades e a busca de soluções. A revisão está encontrando mais irregularidades e outros empreendimentos deverão ainda ser embargados.

“Conseguimos desembargar parte das obras no Parque Jambeiro, com a assinatura de um termo de ajustamento de conduta (TAV) com a MRV e esperamos que a Goldfarb também assine para podermos liberar as obras”, disse.

terça-feira, janeiro 10, 2012

Custo da construção em SP cresce 5,86% em 2011, mostra Sinduscon


Por Circe Bonatelli, da Agência Estado

O Custo Unitário Básico da construção civil do Estado de São Paulo (CUB, índice oficial que mede a variação dos custos do setor para reajuste de contratos) apresentou crescimento de 5,86% em 2011. Em dezembro, o indicador ficou praticamente estável, com uma leve alta de 0,01% ante novembro.

Os dados, divulgados nesta segunda-feira, 9, foram apurados pelo Sindicato da Indústria da Construção Civil do Estado de São Paulo (Sinduscon-SP) e pela Fundação Getúlio Vargas (FGV).

No ano, os custos com a mão de obra tiveram aumento de 8,76%, enquanto os salários dos engenheiros avançaram 9,52%, e os materiais de construção, 2,15%. Em 2011, cinco dos 41 insumos da construção pesquisados variaram acima do IGP-M do ano, que teve elevação de 5,10%. As maiores altas entre os insumos foram: alimentação tipo marmitex (6,90%), brita tipo 2 (6,44%) e impermeabilizante normal (6,08%).

A pesquisa também mostra que, em dezembro, os custos das construtoras com materiais de construção sofreram queda de 0,05% em comparação com novembro. Os custos com mão de obra aumentaram 0,06% e os salários dos engenheiros permaneceram inalterados pelo quarto mês consecutivo. A média ponderada entre os três itens resultou na variação de 0,01% do CUB da construção paulista em dezembro, que ficou em R$ 955,11 por metro quadrado.

Em dezembro, 33 dos 41 insumos da construção pesquisados variaram acima do IGP-M do mês, que teve queda de 0,12%. Os que tiverem os maiores reajustes no mês foram: impermeabilizante normal (1,64%), tubo de PVC rígido (1,12%) e vidro liso transparente de 3 milímetros (0,79%).

quinta-feira, janeiro 05, 2012

Custo da construção civil fica quase estável em dezembro, aponta SindusCon


São Paulo (InfoMoney) - Os preços da construção civil paulista ficaram quase estáveis em dezembro, ao registrar leve alta de 0,01%, na comparação com novembro, segundo dados divulgados pelo SindusCon-SP (Sindicato da Indústria da Construção Civil do Estado de São Paulo).

O CUB (Custo Unitário Básico) reflete a variação mensal das despesas do setor para utilização nos reajustes dos contratos da construção civil. No mês passado, ele foi de R$ 955,11 por metro quadrado.

Em dezembro, o custo das construtoras com insumos de construção teve queda de  0,05%, enquanto que os custos com mão de obra apresentaram alta de 0,06% e as despesas administrativas não variaram.

Em 2011, o CUB acumulou alta de 5,86%. Os gastos com material variaram 2,15%, os custos com mão de obra aumentaram 8,76% e os custos administrativos ficaram 9,52% mais caros.

Alta dos preços
Dos 41 itens de material de construção analisados, no último mês do ano, as maiores altas foram encontradas no impermeabilizante normal tipo vedacit 18 litros, com alta de 1,64%, no tubo PVC-R rígido para esgoto 150 mm, com alta de 1,12%, e no vidro liso transparente 3mm sem colocação, cuja alta foi de 0,79%.

Acompanhando o IGP-M (Índice Geral de Preços – Mercado), que apresentou queda de 0,12% no mês, o tubo de ferro galvanizado recuou 2,47%, sendo o produto com a maior queda no mês.

Em seguida, aparecem o bloco de concreto 19x19x39cm, com queda de 1,05%, e o saco de 50 quilos de cimento CPE-32, com queda de 0,68%.

sexta-feira, dezembro 09, 2011

Construção civil será o grande destaque da economia brasileira em 2012, prevê entidade do setor


Brasília – A crise internacional não está assustando a construção civil brasileira. Ao contrário, para o presidente da Câmara Brasileira da Indústria Construção (Cbic), Paulo Safady Simão, há boas chances de o setor ser “o grande player” de 2012, com um crescimento projetado de 5,2% no Produto Interno Bruto (PIB) do setor. Na cadeia, a expectativa é de crescimento ainda maior, entre 8,5% e 9%.

“Não temos problemas de recursos, de regras e nem de modelos ou projetos. E o mercado imobiliário tem batido recorde atrás de recorde, com uma previsão de recursos superior a R$ 110 bilhões, contando com os da poupança e do FGTS [Fundo de Garantia do Tempo de Serviço]”, disse Paulo Simão em almoço oferecido aos jornalistas especializados, em Brasília.

Parte do otimismo se deve aos reflexos do Programa Minha Casa, Minha Vida no mercado de imóveis destinados às classes média e baixa, além das obras da Copa de 2014, das Olimpíadas de 2016 e do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC). “Nós somos um dos elementos da economia que ajudarão o país a não sofrer todos os efeitos negativos da crise”, garantiu ele.

Desde 2004, o setor vem registrando, de acordo com a Cbic, “incremento consistente em suas atividades, deixando para trás décadas de dificuldades”. Em 2010, o PIB da construção registrou desempenho recorde, com crescimento de 11,6%. “Em 2011, nosso setor cresceu 4,8%. Trata-se de um crescimento extremamente importante, apesar de menor do que o registrado no ano anterior, porque 2010 representa uma base de comparação muito elevada”, avaliou Simão.

A situação pode ficar ainda melhor, caso se confirme a expectativa de entrada de capital estrangeiro na construção civil brasileira. “Ainda virão muitos recursos do exterior, porque esses investidores estão sem condições de investir nos outros mercados, principalmente no europeu. Isso é muito bom para nosso setor. E as medidas adotadas recentemente pelo governo favorecerão ainda mais esses investimentos [estrangeiros] em infraestrutura”, acrescentou o presidente da Cbic, ao se referir às medidas que reduziram de 6% para zero a alíquota do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) sobre aplicações de estrangeiros em títulos privados (debêntures) de longo prazo, com prazos de vencimento superiores a quatro anos.

Mas o representante das indústrias do setor não deixou de fazer críticas severas à falta de iniciativas para a área de saneamento. “Saneamento básico no Brasil é uma vergonha e não condiz com as pretensões de sermos a quinta maior economia do mundo. Apesar dos investimentos em saneamento nunca terem sido tão grandes e robustos, sua aplicação é praticamente zero. Não chega a 10%. Faltam projetos e planejamento estratégico que levem em conta [aspectos como a situação das] bacias hidrográficas, por exemplo. O reflexo disso pode ser visto até nas mortes das crianças. Todos sabem que esse tipo de investimento ameniza gastos com saúde pública”.

quarta-feira, agosto 17, 2011

Construção civil brasileira supera marca de 3 milhões de trabalhadores

Com a contratação de mais 37.497 trabalhadores em junho, a construção civil brasileira superou a marca de 3 milhões de empregados com carteira assinada, segundo pesquisa do Sindicato da Indústria da Construção Civil do Estado de São Paulo (SindusCon-SP) em parceria com a FGV. Segundo o levantamento, o nível de emprego no setor em junho cresceu 1,25% ante maio.

No acumulado do primeiro semestre, foram 196,6 mil novas contratações. Ao fim de junho, a construção civil empregava 3,026 milhões de trabalhadores com carteira assinada, dos quais 1,556 milhão na Região Sudeste, 634 mil no Nordeste, 421,8 mil no Sul, 237,4 mil no Centro-Oeste e 176 mil no Norte.

Em nota, o presidente do SindusCon-SP, Sergio Watanabe, afirma que esse indicador mostra que “o setor continua crescendo e sem dúvida será um dos responsáveis pelo crescimento do PIB brasileiro neste ano” e manteve a trajetória de crescimento apesar da diminuição no ritmo das vendas de imóveis. “Estamos empregando mais trabalhadores para realizar obras já contratadas anteriormente”, explica.

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segunda-feira, agosto 09, 2010

Setor da construção civil oferece 5 mil vagas na região de Campinas



A boa fase da construção civil continua. O mercado está cada vez mais aquecido em Campinas e na região metropolitana. O setor registrou alta de 50,4% no primeiro semestre de 2010, segundo a Associação Regional da Habitação (Habicamp). Cinco mil vagas imediatas estão sendo oferecidas, sendo 2,5 mil só na cidade de Campinas, mas falta mão de obra qualificada para preencher as oportunidades.
Uma pesquisa da Confederação Nacional da Indústria (CNI) mostra que 62% das empresas de construção analisadas apontam a falta de trabalhador qualificado como o maior problema a ser enfrentado neste mercado. As ocupações mais requisitadas são pedreiros, engenheiros civis, mestres de obras, encanadores, eletricistas e técnicos em edificações. Segundo o presidente da Habicamp, Francisco de Oliveira Lima Filho, a falta de profissionais prejudica o andamento das obras.
“Todo o mercado da construção civil está passando por problemas de mão de obra. Por conta disso, muitas construtoras estão atrasando a obra porque não conseguem a contratação de um profissional”, explica.
Mas o mercado enfrenta ainda outro problema. No Centro Público de Apoio ao Trabalhador de Campinas (CPAT), as vagas para o setor têm procura, mas muitos candidatos acabam rejeitando as oportunidades. A coordenadora do CPAT, Sílvia Helena Garcia, acredita que eles não ficam satisfeitos com o salário oferecido, já que alegam ganhar mais trabalhando por conta própria.
“Baixos salários e poucos benefícios ofertados influenciam no tempo de preenchimento da vaga, que, em alguns casos, ficam abertas por até um mês, independentemente do impacto da turbulência na economia”, explica a coordenadora.

Fonte: http://eptv.globo.com/