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sexta-feira, dezembro 09, 2011

Construção civil será o grande destaque da economia brasileira em 2012, prevê entidade do setor


Brasília – A crise internacional não está assustando a construção civil brasileira. Ao contrário, para o presidente da Câmara Brasileira da Indústria Construção (Cbic), Paulo Safady Simão, há boas chances de o setor ser “o grande player” de 2012, com um crescimento projetado de 5,2% no Produto Interno Bruto (PIB) do setor. Na cadeia, a expectativa é de crescimento ainda maior, entre 8,5% e 9%.

“Não temos problemas de recursos, de regras e nem de modelos ou projetos. E o mercado imobiliário tem batido recorde atrás de recorde, com uma previsão de recursos superior a R$ 110 bilhões, contando com os da poupança e do FGTS [Fundo de Garantia do Tempo de Serviço]”, disse Paulo Simão em almoço oferecido aos jornalistas especializados, em Brasília.

Parte do otimismo se deve aos reflexos do Programa Minha Casa, Minha Vida no mercado de imóveis destinados às classes média e baixa, além das obras da Copa de 2014, das Olimpíadas de 2016 e do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC). “Nós somos um dos elementos da economia que ajudarão o país a não sofrer todos os efeitos negativos da crise”, garantiu ele.

Desde 2004, o setor vem registrando, de acordo com a Cbic, “incremento consistente em suas atividades, deixando para trás décadas de dificuldades”. Em 2010, o PIB da construção registrou desempenho recorde, com crescimento de 11,6%. “Em 2011, nosso setor cresceu 4,8%. Trata-se de um crescimento extremamente importante, apesar de menor do que o registrado no ano anterior, porque 2010 representa uma base de comparação muito elevada”, avaliou Simão.

A situação pode ficar ainda melhor, caso se confirme a expectativa de entrada de capital estrangeiro na construção civil brasileira. “Ainda virão muitos recursos do exterior, porque esses investidores estão sem condições de investir nos outros mercados, principalmente no europeu. Isso é muito bom para nosso setor. E as medidas adotadas recentemente pelo governo favorecerão ainda mais esses investimentos [estrangeiros] em infraestrutura”, acrescentou o presidente da Cbic, ao se referir às medidas que reduziram de 6% para zero a alíquota do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) sobre aplicações de estrangeiros em títulos privados (debêntures) de longo prazo, com prazos de vencimento superiores a quatro anos.

Mas o representante das indústrias do setor não deixou de fazer críticas severas à falta de iniciativas para a área de saneamento. “Saneamento básico no Brasil é uma vergonha e não condiz com as pretensões de sermos a quinta maior economia do mundo. Apesar dos investimentos em saneamento nunca terem sido tão grandes e robustos, sua aplicação é praticamente zero. Não chega a 10%. Faltam projetos e planejamento estratégico que levem em conta [aspectos como a situação das] bacias hidrográficas, por exemplo. O reflexo disso pode ser visto até nas mortes das crianças. Todos sabem que esse tipo de investimento ameniza gastos com saúde pública”.

segunda-feira, maio 03, 2010

Em Janeiro vendas de imóveis usados no Estado de São Paulo cresceram 36,01%

As vendas de imóveis usados no Estado de São Paulo cresceram 36,01% em janeiro em relação a dezembro, totalizando 640 unidades, de acordo com pesquisa divulgada pelo Conselho Regional de Corretores de Imóveis do Estado de São Paulo (Creci-SP), com base em dados de 1.361 imobiliárias. Com isso, o índice de vendas estadual passou de 0,3458 no final do ano passado para 0,4702 em janeiro. Do total comercializado, 55% foram apartamentos e 45% casas.

Os imóveis mais vendidos na capital em janeiro, com 57,45% do total de contratos, foram os de valor superior a R$ 200 mil. No interior, os mais vendidos foram as casas e apartamentos de valor entre R$ 141 mil e R$ 160 mil, somando 19,72% dos negócios fechados pelas imobiliárias.

Segundo o presidente do Creci-SP, José Augusto Viana Neto, mesmo sendo um mês marcado pelas férias, janeiro tem um ritmo mais intenso de atividade imobiliária, "mas não se trata de uma explosão de vendas e de locação, como sugerem os números que surgem da comparação com dezembro".

No mercado de locação os resultados foram ainda mais expressivos. No primeiro mês do ano, o número de imóveis alugados cresceu 103,72% ante dezembro. No período, as imobiliárias consultadas alugaram 2.285 casas e apartamentos. Com o resultado, o índice estadual de locação subiu de 0,8241 em dezembro para 1,6789 em janeiro.

O crescimento foi registrado nas quatro regiões pesquisadas, atingindo 293,46% nas cidades do A, B, C, D, Guarulhos e Osasco; 211,25% no Interior; 25,13% no Litoral; e 19,25% na Capital.