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quinta-feira, março 29, 2012

Secovi-SP: crescimento do setor será próximo ao do PIB


ROBERTA SCRIVANO - Agência Estado

SÃO PAULO - O crescimento do mercado imobiliário deve, a partir deste ano, ser bem próximo à expansão da economia. Para o presidente do Sindicato de Habitação de São Paulo (Secovi-SP), Claudio Bernardes, em 2012 o volume de vendas será entre 3,5% e 4% maior do que o registrado em 2011. "E essa é uma tendência. Cada vez mais a variação do mercado ficará próxima do desempenho do PIB (Produto Interno Bruto)", disse a jornalistas no prêmio Top Imobiliário, promovido pelo Grupo Estado.

Ele salientou que o forte ritmo de crescimento dos últimos cinco anos não é sustentável. "É óbvio que uma acomodação ocorrerá", frisou. Quando questionado sobre o preço das unidades foi enfático: "Não há espaço para novas altas. Mas também não há para quedas".

Com o aumento mais ameno no preço, o ativo também não será mais tão atrativo como investimento. "É uma aplicação segura e continuará sendo. Mas certamente a alta no preço não atingirá os níveis que atingiu", ponderou Bernardes. "Ainda assim continuará vantajoso", completou.

quarta-feira, março 07, 2012

Luiz Bueno fala sobre o momento atual do mercado imobiliário


Nesta terça-feira, dia 06, o diretor da Provectum Imóveis, Luiz Bueno, concedeu entrevista para o Programa Em Pauta, transmitido pelo Canal 8 (Net), que deverá ir ao ar no final deste mês.

No Programa, Bueno falou sobre o momento atual do mercado imobiliário de Campinas, afetado diretamente pela crise política iniciada no ano passado. Otimista, ele disse que espera uma recuperação do setor na Região Metropolitana de Campinas (RMC) a partir deste ano, com a retomada dos investimentos em novos lançamentos.

Outro ponto focado pelo diretor da Provectum, que está completando em 2012 25 no mercado regional, foi o impacto que a privatização do Aeroporto Internacional de Viracopos trará para a economia da região nos próximos anos, principalmente no setor imobiliário. Ele acredita que este fato impulsionará os investimentos do setor habitacional, principalmente para as classes C e D, que deverão ser beneficiados com mais lançamentos habitacionais.

Ainda durante a gravação do programa, Bueno comentou sobre a região da cidade de Campinas que ele acredita que mais deverá ser beneficiada nos próximos anos com lançamentos. Para ele, o foco das construtoras deverá se manter no eixo da Rodovia D. Pedro I, onde acredita que novos condomínios residenciais para a classe de maior poder aquisitivo será a grande beneficiada.
Acompanhe a entrevista no próximo dia 28.

terça-feira, dezembro 20, 2011

Mercado imobiliário: como esse setor vai se comportar em 2012?


SÃO PAULO – Os brasileiros já começaram a contagem regressiva. Em menos de 20 dias inicia-se o novo ano, e com muitas expectativas, sobretudo para os setores mais importantes da economia. Uma das questões é: como será o comportamento do mercado imobiliário ao longo de 2012? Veremos um aquecimento, uma retração, alta nos preços, mais oferta, enfim, o que podemos esperar?
O diretor de economia do SindusCon-SP (Sindicato da Indústria da Construção Civil do Estado de São Paulo), Eduardo Zaidan, aposta em uma acomodação dos preços, em relação aos níveis verificados nos anos anteriores.
Zaidan explica que os preços dos imóveis em São Paulo subiram muito nos últimos anos por conta de uma demanda reprimida que inundou o mercado. Essa forte demanda refletiu tanto a onda de estabilidade monetária pela qual o Brasil passou, com baixos índices de inflação, quanto o crescimento sustentável do País, com renda e emprego crescendo consistentemente.
No entanto, se por um lado esses fatores fizeram com que o mercado imobiliário mostrasse números “muito espetaculares”, por outro, essa mesma demanda reprimida já foi bastante atendida e 2011 já começou a mostrar uma evolução mais moderada. Assim, para 2012, Zaidan espera uma demanda ainda grande, “mas não com números tão fortes como em 2008, 2009 e 2010”, sobretudo por conta desse atendimento da demanda.
O presidente do Creci-SP (Conselho Regional de Corretores de Imóveis de São Paulo), José Augusto Viana Neto, tem opinião semelhante à de Zaidan. “Os preços tendem a se estabilizar a partir desse momento. Não haverá um aumento de preço como ocorreu até 2010”, afirma Neto.
De todo modo, ambos descartam a possibilidade de retração nos preços. Os preços vão, sim, continuar subindo, mas apenas em ritmo mais reduzido. Neto explica que os números observados em 2011 sinalizam que a desaceleração já começou, “mostrando que o mercado está encontrando um ponto de equilíbrio entre oferta e demanda”.
Regiões e regiões
Se, na média, devemos esperar uma estabilidade nos preços, não podemos esquecer que há regiões demandadas e as ‘super demandadas’. Neste último caso está São Paulo.
Nesses locais ‘super demandados’, a expectativa é de que os preços se mantenham em alta. “Se você lançar um prédio na Alameda Campinas, no meio de Moema ou no entorno da Juscelino Kubitschek, ele vai ser caro, não tem jeito”. Nesses locais, onde a demanda é forte e contínua e os imóveis chegam a ser considerados raros, não há como esperar qualquer tipo de retração nos preços.
Zaidan também lembrou de todos os custos envolvidos no processo de construção. As construtoras precisam administrar os altos custos dos terrenos, a mão de obra cara, a rígida fiscalização, problemas na entrega de materiais e a forte valorização nos preços dos terrenos, por exemplo. Esses elementos pressionam e continuarão pressionando os preços dos imóveis.
Locação
Falando das locações, Zaidan acredita que em 2012 haverá uma oferta maior de imóveis para locação, o que corrobora a avaliação de que esse é um tipo de investimento muito interessante. A respeito dos preços, Zaidan afirma que “os aluguéis de imóveis bem localizados vão continuar caros”.
O presidente do Creci-SP também confirma a perspectiva de que o mercado de locação vai continuar aquecido, “há muitas pessoas necessitando de imóveis para alugar, e por isso o valor da locação acaba sendo excessivo. Os proprietários estão aproveitando esse momento”, diz Viana Neto.
Em sua análise, o imóvel nesse momento é “um excelente investimento para quem quer aplicar dinheiro para ter renda de aluguel”. Os preços dos aluguéis devem continuar elevados ainda por muito tempo, mas a localização é um fator que deve sempre ser considerado. “Imóveis mais populares, em regiões próximas à linha de metrô, por exemplo, têm uma procura muito maior e, portanto, uma valorização maior”, explica.
Além disso, os preços dos aluguéis devem ser analisados considerando o conjunto de custos que o inquilino terá por mês para morar em um determinado imóvel. Na prática, isso quer dizer que a evolução dos preços dos aluguéis também será influenciada pela evolução dos valores dos condomínios e do IPTU (Imposto Predial e Territorial Urbano).
“Alguns aluguéis não vão subir muito porque o condomínio e IPTU já subiram demais”, explica Zaidan. Por outro lado, aqueles imóveis que não tiveram altas expressivas nesses dois custos poderão apresentar altas mais fortes nos aluguéis.
A região e o tipo de apartamento também influenciam tanto no valor do aluguel quanto na velocidade com que o imóvel é locado. Imóveis de um a dois dormitórios em Moema, por exemplo, não ficam um mês sem ser alugado. “Os bons imóveis, os imóveis menores, não esquentam prateleira”, afirma Zaidan.

quarta-feira, dezembro 07, 2011

60% dos imóveis do Minha Casa, Minha Vida irão para baixa renda


SÃO PAULO – A partir de 2012, 60% das moradias do programa Minha Casa, Minha Vida, ou seja, 1,2 milhões de unidades, serão destinados às famílias de baixa renda, que recebem até R$ 1.600 ao mês. Foi a presidente Dilma Rousseff que fez tal afirmação. Ao apresentar um balanço das conquistas de 2011 do MCMV, Dilma mostrou que foram assinados 354 mil contratos para a construção de moradias. Ainda há 500 mil casas de apartamentos em fase de construção e mais de 400 mil obras concluídas neste ano.

Segunda fase
Se na primeira fase do programa foram contabilizadas 1,5 milhão de moradias, para a segunda fase estão previstos investimentos da ordem de R$ 125,7 bilhões, para a construção de 2 milhões de casas e apartamentos até 2014.

Apesar de a prioridade ser atender as famílias de baixa renda, Dilma afirma que também haverá muita oportunidade para as famílias de classe média. Para quem ganha até R$ 3.100, serão 600 mil unidades disponibilizadas pelo programa. O restante vai para as famílias que ganham um pouco mais, até R$ 5 mil por mês.

Dilma ainda pontuou que as famílias de baixa renda vão comprometer apenas 10% da sua renda para o pagamento de cada prestação, que serão completamente pagas em cerca de 10 anos. “A família que ganha menos de R$ 500 vai pagar uma prestação de R$ 50 por mês”, afirmou Dilma.
Quem tem renda de até R$ 3.100 poderá contar com a ajuda do governo de até R$ 23 mil por cada casa. “Para as famílias que recebem até R$ 5 mil, os juros serão mais baixos, em torno de 8% ao ano. E, além disso, o governo vai pagar os seguros que fazem parte desse tipo de financiamento e que, geralmente, pesam muito nas prestações”, explicou Dilma.

sexta-feira, novembro 18, 2011

Aumenta número de pessoas que moram sozinhas, mostra IBGE


As unidades domésticas com apenas um morador aumentaram de 8,6% para 12,1% na última década. Fenômeno característico dos grandes centros urbanos, ele tem sido observado com mais frequência em estados com índices mais altos de envelhecimento da população: Rio de Janeiro -- onde esse tipo de unidade doméstica passou de 11,2% para 15,6% no mesmo período -- e Rio Grande do Sul, que subiu de 10,9% para 15,2%.

De acordo com dados dos Indicadores Sociais Municipais do Censo Demográfico 2010, divulgado nesta quarta-feira pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), vários motivos explicam esse aumento. Entre eles, a elevação da expectativa de vida -- que leva muitos idosos a morarem sozinhos, uma vez que não dividem mais suas casas com parentes --, a verticalização das cidades e a diminuição do tamanho das residências e ainda o aumento das separações conjugais.

Segundo o levantamento, entre as capitais, Porto Alegre (RS) lidera o ranking de pessoas que moram sozinhas, respondendo por 21,6% das unidades domésticas unipessoais.
A gerente de Coordenação de População e Indicadores Sociais, Ana Lucia Sabóia, enfatizou que essa média se aproxima do patamar de cidades europeias. "Isso já é um percentual comparável ao de Barcelona e Lisboa, que são locais onde a proporção de unidades domiciliares unipessoais é bastante elevada", disse.

No outro extremo, aparecem os estados do Amazonas e do Maranhão, que mesmo com aumento na última década, ainda detêm os menores percentuais de pessoas que vivem sozinhas. No primeiro estado, a proporção de unidades domésticas unipessoais passou de 5,3% para 8% entre 2000 e 2010, no segundo, de 5,3% para 8,1%.

Além disso, sete em cada dez unidades domésticas no país têm apenas um responsável pelo domicílio. "Entre os municípios das capitais, Florianópolis tem a taxa mais baixa, com 59,9% das unidades com apenas um responsável, ou seja, lá a responsabilidade compartilhada é mais frequente do que nas demais capitais. Já em Salvador, por exemplo, 71,1% são desse tipo, o que indica que lá a noção de responsabilidade [pelo domicílio] está mais concentrada em uma só pessoa", disse.
Ana Lucia Sabóia acrescentou que o levantamento mostra que existe uma tendência de que em domicílios ocupados por apenas dois indivíduos, a responsabilidade seja atribuída, com mais frequência, a ambos moradores.

Nesses casos, a responsabilidade compartilhada foi observada em 63,4% dos domicílios; em unidades em que também vivem outras pessoas, como filhos e outros parentes, a responsabilidade atribuída a mais de uma pessoa cai para 36,6%. (Matéria da Agência Brasil)