terça-feira, novembro 30, 2010

Região de Campinas tem investimentos de US$ 1,6 bi em dois anos


Mesmo com a crise financeira que assolou a economia mundial entre os anos de 2008 e 2009, o Estado de São Paulo foi o destino de 742 novos investimentos em atividades produtivas e infraestrutura. Pesquisa de Investimentos Anunciados no Estado de São Paulo (Piesp), elaborada pela Fundação Sistema Estadual de Análise de Dados (Seade) acerca dos valores do ano passado, detalha que o montante de anúncios somou US$ 28 bilhões. O volume ficou 20% acima de 2008. A Região Administrativa de Campinas, com base nas informações do estudo, atraiu US$ 1,587 bilhão.
Outras três grandes regiões que iriam receber recursos para o desenvolvimento econômico foram Região Metropolitana de São Paulo (US$ 7,290 bilhões), Região Metropolitana da Baixada Santista (US$ 1,852 bilhão) e Região Administrativa de São José dos Campos (US$ 1,535 bilhão). Se incluído o valor captado pela pesquisa para Campinas, as quatro regiões responderam juntas por US$ 12,266 bilhões. O montante significou 44% do total. Como no resultado da Pies de 2009 houve um grande peso de investimentos que foram divididos em diversos municípios, a análise por região e de evolução por conjunto de cidades pesquisadas ficou comprometida.
Na avaliação, os recursos que seriam destinados para empreendimentos em diversos municípios paulistas alcançou US$ 14,112 bilhões. O valor representou 50,41% da totalidade do Estado. O chefe da Divisão de Análise Econômica da Fundação Seade, Vagner Bessa, afirma que a economia paulista se manteve bem no ano passado a despeito da crise. “Os dados da Piesp captam os investimentos anunciados. Eles servem como um termômetro da atividade econômica do Estado e das expectativas futuras. Durante a crise, os investimentos governamentais e em infraestrutura, como os recursos nas estradas, foram fundamentais para manter a dinâmica da economia”, diz.

segunda-feira, novembro 29, 2010

Vai comprar um imóvel? Projetar o futuro da família é fator essencial


SÃO PAULO – Comprar um imóvel requer ir além das dicas de cuidados a serem adotados na hora da escolha da unidade, financiamento e contrato. A decisão é tão importante que exige até uma certa capacidade de prever o futuro: do salário que o comprador terá nos próximos anos ao tamanho da família.
“Pensar no futuro é fundamental para escolher uma moradia que atenda à necessidade da família nas próximas fases”, afirmou, por meio de nota, o diretor da Daniel & Figueiredo Consultores Associados, empresa especializada em avaliações, perícias de engenharia e estudos de patrimônio, Flavio Figueiredo.
“A realidade mostra que o tempo passa rápido e, por isso, é indispensável encontrar, desde cedo, um bom destino para os investimentos”, disse. Segundo ele, de maneira geral, as pessoas se atêm a sua necessidade atual na hora de escolher um imóvel. E o perfil familiar, na avaliação de Figueiredo, deve interferir na decisão de compra.
Prevendo o futuro
Para não se arrepender mais tarde ou ter de planejar uma nova aquisição, na avaliação do especialista, é preciso vislumbrar como ficará sua vida nos próximos cinco ou mesmo dez anos, antes de decidir comprar determinado imóvel.
A tarefa não é fácil, mas, segundo Figueiredo, é preciso começar por alguns questionamentos: em três anos, estarei casado? Terei filhos? Por quanto tempo pretendo ficar no imóvel? Ele atenderá a minhas expectativas? A escolha do imóvel dependerá das respostas dessas perguntas.
Para o especialista, com elas em mãos, é preciso avaliar se o tamanho do imóvel, sua localização, número de vagas e de cômodos atendem a esse planejamento. Dessa forma, se pretende ter filhos, ainda que não seja agora, procure por um imóvel maior, com mais dormitórios, banheiros e vagas na garagem.
Esses detalhes estruturais da família ajudam a aumentar o tempo útil do imóvel e, por consequência, evitam futuras trocas. “É necessário evitar decisões sem olhar alguns anos à frente, já que a aquisição de um imóvel exige planejamento e boa dose de estratégia”, afirmou Figueiredo. “Como em toda a relação de consumo, é preciso cautela, sobretudo em casos que envolvem grandes investimentos”, completou.

sexta-feira, novembro 26, 2010

MPF recomenda suspensão da licitação para o trem-bala


O Ministério Público Federal no Distrito Federal (MPF/DF) recomendou à Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) que suspenda, imediatamente, a licitação para concessão de exploração do trem-bala, no trecho Rio de Janeiro-Campinas (SP). Segundo o órgão, falhas no estudo técnico da obra e no próprio edital de concessão podem causar, em pouco tempo, graves prejuízos aos cofres públicos. A agência tem até segunda-feira (29/11), para informar o MPF sobre as providências adotadas.
Um dos problemas apontados é a imprecisão da estimativa de custos da implantação do trem de alta velocidade, atualmente orçada em R$ 34 bilhões.
Segundo a procuradora da República Raquel Branquinho, a inexistência de projetos de engenharia detalhados, com um cenário realístico da quantidade de serviços de terraplanagem, estruturas portantes e área atingida, por exemplo, impede uma avaliação confiável do impacto sócio, econômico e ambiental causado pela obra.
Para o Ministério Público, a falta de um projeto básico que forneça elementos suficientes para a caracterização da obra é ilegal e inaceitável. No período de três anos, houve um aumento de 100% na estimativa de custo apresentada, que era de R$ 17 bilhões em 2007.

quarta-feira, novembro 24, 2010

Fiador ainda é responsável pela maior parte das locações em SP


Apesar de mais três novas modalidades de garantia em locação terem aparecido no estado de São Paulo, os fiadores continuam sendo a opção mais adotada na hora de se alugar um imóvel. O dado faz parte da pesquisa divulgada pelo Creci-SP (Conselho Regional de Corretores de Imóveis do Estado de São Paulo).
A locação sem garantia, o aluguel com caução de imóveis e o por cessão fiduciária apareceram, cada um, em 0,32% dos contratos efetivados nas 1.765 imobiliárias pesquisadas. Já o fiador, tratando-se somente da capital, apareceu em 46,11% dos casos.
No grande ABCD + Guarulhos e Osasco e, principalmente, no interior as novas modalidades passaram a figurar entre os tipos de contratos efetivados. Somente no litoral essa tendência ainda não apareceu. De qualquer forma o fiador liderou em todas as regiões.
Estas novas modalidades se somam às já tradicionais formas de se garantir o pagamento do aluguel em caso de inadimplência do inquilino, como o fiador, o seguro-fiança e o depósito do valor equivalente a três meses do aluguel.
Regiões do Estado
No nono mês de 2010, o fiador foi também a garantia de pagamento preferida nas demais regiões analisadas pelo Creci-SP, sobretudo no interior do estado, onde a participação atingiu 86,15% dos contratos.
Considerando o depósito, a região do ABCD + Guarulhos e Osasco foi a que mais utilizou essa forma de garantia no nono mês do ano. Do total de contratos firmados naquele mês, 30,96% foram realizados por meio dele.

segunda-feira, novembro 22, 2010

Financiamento imobiliário supera compras de imóveis à vista em quase todo estado


Em setembro, o financiamento imobiliário superou as compras à vista de imóveis usados em três das quatro regiões do estado de São Paulo analisadas pelo Creci-SP (Conselho Regional de Corretores de Imóveis do Estado de São Paulo). De acordo com levantamento divulgado na quinta-feira (18), na região que compreende o ABCD, Guarulhos e Osasco, 62,75% das vendas de imóveis usados registradas no nono mês do ano foram feitas por meio de financiamento, enquanto os pagamentos à vista chegaram a 35,20%. No interior, os imóveis financiados representaram 55,13% do total vendido, enquanto os pagamentos à vista corresponderam a 39,85%. Já na capital paulista, 52,8% dos imóveis vendidos em setembro também utilizaram o financiamento como forma de pagamento, enquanto 44,06% das vendas foram à vista. Por outro lado, no litoral do estado predominaram as compras à vista. Do total de imóveis usados comercializados nessa faixa, 56,04% foram à vista e 39,56%, financiados.
Financiamento pela CEF predomina
A pesquisa do Creci-SP ainda aponta que os financiamentos feitos pela CEF (Caixa Econômica Federal) prevalecem. Neste caso, em setembro, a região do ABCD, Guarulhos e Osasco se destacoue novamente, pois lá as transações feitas pelo banco representaram 54,59% das vendas. No interior, 43,52% das vendas foram financiadas pelo banco e, na capital paulista, 34,27% financiaram o imóvel usado por meio da Caixa. Já no litoral, os financiamentos feitos pela Caixa chegaram a ser 35,16% do total das comercializações.
Outras formas de pagamento
Em setembro, ainda segundo o Creci-SP, os paulistas também negociaram a compra do imóvel usado diretamente com o proprietário. Na capital, 3,15% das vendas foram negociadas dessa forma. No interior, 4,45% das vendas foram feitas diretamente com o proprietário. No litoral e na região do ABCD, Guarulhos e Osasco, a participação atingiu 4,03% e 1,53%, respectivamente.
Já as compras por meio de consórcio foram registradas nas regiões do interior, ABCD, Guarulhos e Osasco e litoral, representando 0,58%, 0,51% e 0,37%, respectivamente, do total de negócios realizados.
Vendas
No estado de São Paulo, as vendas de imóveis usados diminuíram em setembro, após alta em agosto. Nas 1.765 imobiliárias de 37 cidades que constam na pesquisa, foram comercializadas 1.295 unidades, o que fez o índice de vendas cair 1,32% entre o oitavo e o nono meses deste ano.