quarta-feira, março 14, 2012

Preço de imóvel continuará a subir em 2012, mas em ritmo menor


Fonte: Circe Bonatelli, da Agência Estado

SÃO PAULO - O preço dos imóveis continuará subindo em 2012, mas em um ritmo menor se comparado ao dos últimos anos, reiterou o presidente do Sindicato da Habitação de São Paulo (Secovi-SP), Cláudio Bernardes. "Teremos um crescimento mais próximo da inflação", disse. A previsão está em linha com as estimativas feitas nos últimos meses pela entidade, diante da redução no número de imóveis novos vendidos em São Paulo em 2011 e estabilidade no volume de lançamentos.

Pelas projeções do Secovi, o custo da construção continuará aumentando ao longo deste ano, puxado principalmente pela alta dos preços da mão de obra e dos terrenos. A instituição também reclama da lentidão do processo de licenciamento junto aos órgãos públicos, que estende os prazos da construção, gerando aumento de custos para a obra.

Em relação aos atrasos na entrega de empreendimentos, Bernardes estima que ocorrerá um processo de normalização. "Os atrasos remanescentes se referem às obras iniciadas durante o pico de lançamentos, em 2008", disse.

terça-feira, março 13, 2012

Casa nova é bom, mas mudar está cada vez mais caro

Fonte: Chrystiane Silva (chsilva@brasileconomico.com.br)

E não é só o valor dos imóveis que está em alta. O gasto com mudanças também vem subindo. Em fevereiro, segundo o IBGE, o aumento médio foi de 4,93%, chegando a 34,9% em 12 meses.

A inflação caiu e ficou em 0,45% em fevereiro, mas o índice poderia ter ficado ainda menor se os preços dos serviços também tivessem caído. Não foi o que aconteceu.

Os gastos com cursos regulares subiram 6,93% no mês passado, o que é natural no período em que começam as aulas. A surpresa foi o aumento das despesas com os serviços de mudança, que subiram em média 4,93%no mês e refletem o bom momento do setor imobiliário.

O sonho da casa própria está mais perto para muita gente. Neste ano, a Associação Brasileira das Entidades de Crédito Imobiliário e Poupança (Abecip) estima um crescimento de 30% nos financiamentos imobiliários. No ano passado, foram emprestados R$ 79,9 bilhões, recorde histórico.

A gerente-comercial Vanda Rodrigues, que no ano passado mudou de apartamento, sentiu na pele a elevação dos custos de mudança.

"Os valores estão realmente muito altos. Paguei quase R$ 2 mil para a transportadora fazer minha mudança. Isso porque eu mesma embalei tudo, senão ficaria cerca de 20% mais caro", conta ela, que se mudou do Tatuapé para a Mooca - bairros da zona leste da cidade de São Paulo.

Em 12 meses, até fevereiro, as mudanças ficaram em média 34,9% mais caras.

Outros serviços também subiram como os gastos com motel, que aumentaram 3,16%; as despesas com clubes, que subiram 3,09%. Já os gastos com aluguel de veículos tiveram alta de 2,66% e quem tem empregada doméstica mensal ou diarista sabe bem que elas estão cobrando cada vez mais caro.

Só em fevereiro, o aumento foi de 1,78%. Os dados são do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) e mostraram que a inflação medida pelo Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) está em 1,01% ao ano e já chega a 5,85% nos últimos 12 meses.

Por enquanto, não há sinais de que os preços dos serviços possam ser reduzidos.

Ao contrário dos bens comercializáveis como carros, roupas e alimentos, que podem ser substituídos por produtos importados ou trocados de acordo com a safra, os serviços só são oferecidos e consumidos no país. "O Brasil está ficando caro antes de ficar rico", diz Júlio Gomes de Almeida, economista do Instituto de Estudos para o Desenvolvimento Industrial (Iedi).

Não é apenas o consumidor que sofre com a alta dos preços do setor, a indústria também, já que precisa contratar serviços de logística, construção, instalação elétrica e manutenção, por exemplo.

Diante do fraco desempenho da produção industrial no começo deste ano, que teve queda de 2,1% em janeiro, os empresários vão ficar de olho na divulgação dos próximos índices de inflação. A expectativa é que ele encerre o ano em 4,5%.

segunda-feira, março 12, 2012

Nova estrada vai desafogar trânsito na D. Pedro

Rodovia proposta pela Rota das Bandeiras prevê ligação do anel viário com o km 115 da Anhanguera

Fonte: Maria Teresa Costa (AGÊNCIA ANHANGUERA)


Vista aérea do Trevo de Sousas, onde começa o Anel Viário Magalhães Teixeira e onde também vai começar a nova rodovia que fará a ligação com a Via Anhanguera, próximo a Sumaré: conclusão em 2017
(Foto: Flavio Grieger/28mar2010/AAN) 
 
A concessionária Rota das Bandeiras prevê um investimento de R$ 790 milhões na implantação de uma alternativa de tráfego para eliminar os constantes congestionamentos da Rodovia D. Pedro I (SP- 65), no trecho urbano de Campinas.

O projeto de construção de uma nova estrada, que vem sendo chamada de Contorno Norte, foi protocolado na Agência Reguladora de Transportes (Artesp) em dezembro e apresentado nesta sexta-feira (9) aos deputados da região. Se aprovado pela agência, o contorno, com início no Anel Viário Magalhães Teixeira (SP-83) e término no Km 115 da Anhanguera (SP- 330), será feito em três etapas, com início em 2013 e término em 2017.

A implantação dessa estrada irá tirar, segundo cálculos da concessionária, 50 mil veículos por dia do trecho urbano da Rodovia D. Pedro I dentro de Campinas. A proposta mostrada a nove deputados e ao presidente do Conselho de Desenvolvimento da Região Metropolitana de Campinas (RMC), Hamilton Bernardes Jr. (PSB), teve alterações em relação ao traçado que vinha sendo trabalhado pela concessionária.

A principal delas é que o Contorno Norte não irá mais se ligar diretamente à Rodovia Luiz de Queiroz (SP- 304), mas chegará no Km 115 da Anhanguera, em Sumaré, pouco antes do pedágio.

O presidente da Rota das Bandeiras, Luiz César Costa, não atendeu a imprensa, mas deputados que participaram do encontro informaram que a alteração visou evitar problemas com a concessionária da Anhanguera. Mantido o projeto original, a nova estrada iria impactar significativamente o pedágio existente em Sumaré, comprometendo o equilíbrio financeiro da concessionária AutoBAn.

A Artesp informou que ainda analisa o projeto que prevê um contorno com 39 quilômetros de extensão, em forma de U. Ele sairá do entroncamento da Rodovia D. Pedro I com o anel viário, seguirá margeando essa rodovia e vai cruzar com a Adhemar de Barros e com a Zeferino Vaz, entre os Km 23 e Km 24, preservando a Mata de Santa Genebra, e irá se conectar à Anhanguera no Km 115.

O principal atributo dessa estrada será tirar o transporte de cargas perigosas do perímetro urbano de Campinas, já que propiciará aos caminhões que se dirigem à Refinaria de Paulínia (Replan) uma alternativa de rota.

A Rodovia D. Pedro I já está saturada no trecho dentro de Campinas. Por ali passam 125 mil veículos por dia e a construção de uma alternativa, segundo deputados que participaram do café da manhã, vai potencializar os investimentos previstos na região, uma vez que irá eliminar um dos principais gargalos a esse desenvolvimento, que é o pesado trânsito nas estradas.

Sem essa alternativa, em pouco tempo a D. Pedro I vai parar, principalmente levando-se em consideração os investimentos que já estão previstos e que são grandes polos geradores de tráfego, como a ampliação de Viracopos, o polo Santander, a ampliação da Replan, a modernização do Porto de São Sebastião e a ampliação da Hidrovia Tietê-Paraná.

Sem contar a capacidade, hoje ociosa, do Terminal Intermodal de Cargas (TIC) que deverá ser ampliada. No TIC, com 80 empresas instaladas, há um fluxo de 4 mil veículos por dia.

Para a construção da estrada, a Rota das Bandeiras precisará reprogramar os investimentos previstos nos 30 anos de concessão de forma a ter recursos antecipados. Além disso, a viabilidade do empreendimento estará também na arrecadação de pedágio — ela será com cobrança ponto a ponto. A estimativa é de um custo de pedágio de R$ 1,16 no trecho de 34 quilômetros.

A concessionária prevê concluir o primeiro trecho em setembro de 2014.

sexta-feira, março 09, 2012

Mulheres terão preferência de propriedade no Minha Casa, Minha Vida


BRASÍLIA – A presidente Dilma Rousseff assinou nesta quinta-feira, Dia Internacional da Mulher, Medida Provisória que dará preferência de propriedade às mulheres beneficiárias do programa habitacional “Minha Casa, Minha Vida”.

A decisão será anunciada em pronunciamento em cadeia de rádio e televisão, que vai ao ar às 18h50, em homenagem à data. A MP deve ser publicada ainda hoje em edição extraordinária do “Diário Oficial da União”.

O texto prevê que, quando houver divórcio ou dissolução de união civil estável, a casa financiada pelo programa ficará com a mulher. A medida valerá somente para a faixa mais baixa do programa habitacional, destinada a pessoas com renda familiar de até três salários mínimos.

A propriedade somente ficará com o homem se o casal tiver filhos e o pai detiver a guarda exclusiva das crianças.

(Yvna Sousa | Valor)

quinta-feira, março 08, 2012

Como declarar as reformas feitas em um imóvel?


Pergunta do internauta: Li em uma matéria de EXAME.com que ao declarar imóveis que sofreram reformas, os dados e valores das benfeitorias devem ser preenchidos no campo “Discriminação” junto com as demais informações sobre o imóvel. A coluna do ano anterior deve mostrar o valor do imóvel antes das reformas e a coluna do ano seguinte deve apontar o acréscimo ganho com as benfeitorias.

Acontece que em declarações anteriores, eu sempre repeti o valor do imóvel, somente acrescentado a ele as parcelas pagas pelo financiamento. Eu acrescentava as benfeitorias feitas ano a ano em outro item, sem somá-las ao valor do imóvel no item de Bens e Direitos. Isso desde 2006, quando o imóvel foi comprado. A casa foi quitada em 2010. Seria o caso de fazer retificação das declarações de IR anteriores, acrescentando o valor da benfeitoria ao valor do imóvel em Bens e Direitos?

Resposta de Eliana Lopes*:
O contribuinte pode somar as despesas com benfeitorias ao valor pago do imóvel para determinar o custo de aquisição, desde que tenha todos os comprovantes dos gastos com material e mão-de-obra.

Como o valor das benfeitorias já constam na sua declaração de rendimentos, na relação de bens e direitos, não acho necessário fazer a retificação das declarações dos anos anteriores. Recomendo que, na entrega da declaração deste ano, você faça a correção. Ou seja, coloque os dois itens (imóvel e benfeitorias) em um item só. Na discriminação, deixar os dados do imóvel, juntamente com a discriminação das benfeitorias, e somar os valores dos saldos nas duas colunas.

*Eliana Lopes é coordenadora de IR de Pessoa Física da H&R Block no Brasil. A H&R é a maior empresa de declaração de IR dos Estados Unidos e acaba de chegar ao Brasil. Também atua no Canadá e na Austrália.

Fonte: Exame.com